Uma pequena amostra de como os nórdicos são evoluídos, educados e ecologicamente corretos; em quanto nós do terceiro mundo não passamos de selvagens mestiços sem cultura…

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Como a mais bela tribo, dos mais belos índios, Não ser atacado por ser inocente.

Índios

Renato Russo

Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês –
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda – assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda – assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

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O que isso quer dizer?

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Lula fala sobre de internet e redes sociais

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O principe estar nu e REI VAI VOLTAR

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Quem é o Sr X que gravou a
compra da reeleição de FHC

O Senhor X era um segredo de polichinelo. O PiG protege tudo do FHC. Até filho que não é dele…

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Palmério com o Senhor X, no Acre (foto Mylton Severiano, cedida pela Geração Editorial)

por Luiz Carlos Azenha

Foi o acreano Narciso Mendes, hoje com 67 anos de idade, quem usou um gravador emprestado pelo repórter Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo, para comprovar que deputados federais de seu estado venderam os votos na aprovação da emenda constitucional que permitiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1997.

A revelação é feita no livro O Príncipe da Privataria, de Palmério Dória, que chega às livrarias hoje.

Em Brasília não era segredo o papel desempenhado por Narciso, à época deputado federal pelo Partido Progressista, de Paulo Maluf. Porém, pela primeira vez ele assume oficialmente o que fez.

Trecho do livro:

A compra dos votos para a reeleição, frisa Narciso, “se dava às escâncaras”. Seria “muita ingenuidade”, diz ele, considerar inverossímil que, no episódio da troca de cheques pré-datados por dinheiro vivo, os deputados saíssem carregando R$ 200 mil em sacolas. Afinal, em notas de R$ 100,00 seriam duas mil notas, ou o dobro se fossem notas de R$ 50,00. Duzentos pacotes de mil reais: volume considerável. “Tinha de ser em sacolas!”, diverte-se ele.

O que Narciso diz é que cheques foram antecipados e, posteriormente — depois da aprovação da emenda — trocados por dinheiro.

Dois deputados renunciaram antes de serem cassados pela Câmara, ao admitirem envolvimento na tramoia: Ronivon Santiago e João Maia. Outros três, igualmente da bancada acreana, também foram citados como tendo vendido o voto.

Na época, o PSDB atribuiu a manobra a interesses paroquiais, de governadores que também seriam beneficiados pela aprovação da emenda. Porém, o livro coloca a operação no colo de Sérgio Motta, então ministro das Comunicações e principal articulador de FHC junto ao Congresso Nacional.

Narciso, hoje empresário no Acre, é dono do jornal O Rio Branco e de uma retransmissora do SBT. Ele sustenta que se opôs à emenda que garantiu a reeleição a FHC por questões ideológicas. Não concordava que pudesse beneficiar quem a promovia.

Reproduzindo um trecho de A Arte da Política, livro de FHC, afirma: “Aqui diz Fernando Henrique Cardoso: Sérgio Motta indignou-se, queria logo uma CPI na ingenuidade de imaginar que, naquela circunstância, da CPI resultasse outra coisa diferente do que culpar o governo”.

Comenta:

“Nem Sérgio Motta queria CPI, nem Fernando Henrique queria CPI, nem Luís Eduardo Magalhães [líder do governo] queria CPI, ninguém queria, porque sabiam que, estabelecida a CPI, o processo de impeachment ou no mínimo de anulação da emenda da reeleição teria vingado, pois seria comprovada a compra de votos”.

Mas, quantos votos foram comprados para que FHC pudesse se reeleger?

Nos cálculos do senador Pedro Simon, citado no livro, 150. A 200 mil reais por cabeça, por baixo, R$ 300 milhões!

Narciso acha que foram mais. Nega que, como foi acusado por escrito por FHC, tenha tentado tumultuar a tramitação da emenda.

“Como é que um desgramado, do baixo clero, do Acre, tinha poderes para tumultuar a emenda da reeleição?”, afirma Narciso.

Também rebate a ideia de que o governador do Acre à época, Orleir Cameli, assim como outros dirigentes de estados do Norte, tivessem tomado a iniciativa de promover a emenda, como sugere FHC em seu livro.

 Uma mentira, diz Narciso, pois no Acre, por exemplo, Orleir Cameli não se candidatou à reeleição. Ademais, acrescenta, não foi “o pessoal do Norte” quem inventou a reeleição, muito menos a compra de votos. “Foi uma criação do  senhor Sérgio Motta e do senhor Fernando Henrique Cardoso”, reitera.

*****

O livro O Príncipe da Privataria é, na verdade, um balanço do entorno do homem que “vendeu o Brasil”. Uma denúncia menos na linha de Amaury Ribeiro Jr. e mais na de Aloysio Biondi e seu O Brasil Privatizado.

Um escândalo sobre o qual o Brasil pouco refletiu, já que a mídia corporativa se refere àquele como um período de ouro do país. É importante frisar que os principais grupos de mídia tiraram proveito direto dos negócios envolvidos na privatização.

Na Nota do Editor que abre o livro, Luiz Fernando Emediato pergunta: “onde estava, no reinado dos tucanos, o ministério público, o procurador geral da República, os Joaquim Barbosa daquele tempo? O chamado “mensalão” — tenha existido ou não — parece coisa de amadores diante do profissionalismo de empresários, burocratas e políticos daquele tempo. Nenhuma CPI. Nenhuma investigação que chegasse ao fim. Nenhuma denúncia capaz de levar a um processo e a uma condenação!”

Palmério Dória avança a tese de que Glauber Rocha, na década de 70, foi visionário ao dizer:

No Brasil, o gancho do Pentágono é o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), que funciona em São Paulo.

Fernando Henrique Cardoso é apenas um neocapitalista, um kennedyano, um entreguista.

Como a Central de Inteligência dos Estados Unidos deu dinheiro à Fundação Ford e esta ao Cebrap — na casa, especula Palmério, do milhão de dólares –, “o Cebrap recebeu dinheiro da CIA”.

Teria sido este o início da “inspiração” que levou FHC a adotar a agenda do consenso de Washington, que resultou na queima de R$ 100 bilhões em patrimônio público dos brasileiros.

O próprio autor fala abaixo sobre os principais destaques do livro:

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Vereador paulistano é indiciado por suposto envolvimento em cartel

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O intrincado universo da nova mídia

nassif

Autor:

Coluna Econômica

Ontem participei de uma sessão da Comissão de Cultura da Câmara Federal, organizado pela deputado Jandira Fegalli – presentes, entre outros, Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação do governo federal – para discutir os novos tempos da mídia.

Há um quadro desafiador pela frente, exigindo novos critérios de análise da publicidade pública e privada.

Antes, o jogo da mídia era basicamente provinciano. Havia quatro grandes grupos nacionais que controlavam o mercado de opinião – Globo, Abril, Folha e Estado -, redes menores de rádio e televisão, um conjunto de grupos regionais – em geral, associados à Globo -, uma imprensa regional, e rádios independentes.

Os critérios de alocação de publicidade era bastante restritos. Toda publicidade nacional e a maior parte da publicidade pública era alocada para os grandes grupos nacionais. E ações menores destinadas aos grupos regionais (não ligados às redes).

O critério “técnico” básico de alocação de verbas consistia em colocar mais em veículos que proporcionassem maior audiência. Obviamente as TVs abertas sempre foram mais beneficiadas, por chegar em quase 100% dos lares brasileiros.

***

Esse modelo fundava-se em algumas âncoras. A primeira, nas formas de aferição de audiência – IVC (Instituto Verificador de Circulação) para a mídia impressa; e IBOPE para a mídia televisiva e radiofônica. Eram excluídos os pequenos veículos sem condições de bancar a filiação a um dos dois serviços.

A segunda âncora foram práticas de cartelização junto às agências de publicidade, os chamados BVs (Bônus de Veiculação) pelo qual os grandes grupos instituíam tabelas progressivas de remuneração das agências de publicidade de acordo com o volume de publicidade que trouxessem.

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Institucionalizou-se um ambiente de ampla promiscuidade entre veículos, agências e institutos de medição de audiência.

Por exemplo, há dúvidas consistentes se a revista Veja tem, de fato, os 1,2 milhão de exemplares apregoados há anos. Há suspeitas fundadas de que esse número não é real e se deve à metodologia utilizada pelo IVC.

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Com a confluência da mídia, entraram no jogo dois superjogadores: as teles e as redes sociais (Facebook e Google). Nos Estados Unidos, ambos já levaram da mídia tradicional toda publicidade nacional, por serem mais abrangentes e permitirem focalizar mais a clientela.

Por outro lado, representam riscos efetivos à segurança interna. Ambos os domínios (os endereços na Internet) são www, regulados pelo governo norte-americano. Com tal poder, o governo pode vasculhar o que quiser, de comunicação individual a manifestações políticas, de grupos de ativistas à área pública.

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No momento, as redes sociais apareceram como fatores de libertação da informação, permitindo aos cidadãos se contraporem ao poder dos grandes grupos midiáticos. Vencida a guerra sobre os grupos nacionais, despertarão fundados receios quanto ao seu poder excessivo.

O exposto é um pequeno exemplo do universo intrincado que se terá pela frente para regular.

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