Celso de Melo, a leviandade de um decano

Autor:

Luis Nassif

É inacreditável no que está se transformando o Supremo Tribunal Federal (STF).

De um decano da casa, de quem se esperaria um comportamento moderado, lê-se essa barbaridade: uma entrevista agressiva, toda ela focada em um fato que o próprio entrevistado admite não estar confirmado. “Se confirmada (a conduta de Lula)”… e passa a tecer toda sorte de considerações. Se Lula fosse presidente e se esses fatos tivessem ocorrido… Com essas elucubrações, Celso de Melo mergulha de cabeça no mais prosaico modelo de manipulação de raciocínios, a análise de hipóteses não comprovadas, comportamento indigno de um Ministro do STF.

Se confirmado que Celso de Melo assassinou sua mãe, ele seria um matricida; se confirmado que ele prevaricou, seria um prevaricador.  Onde se está? Que exemplo esses doutos senhores querem passar para a magistratura, para os juizes de todas as instâncias? Como aceita formular todos esses julgamentos em cima de hipóteses?

Depois dessas barbaridades, ainda fala em “posição de neutralidade”? Não se pensa na imagem do STF, na isenção que deve guardar, no fato de magistrados evitarem politizar posições ou apelar para passionalismos?

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