A torcida pró-golpe, do PIG, é uma demonstração clara de sua velha posição antidemocrática.

É incrível como os colunistas do pig são unanimes na validação do golpe no Paraguai se não vejamos, Ricardo Azeredo em sua coluna de veja tasca “NÃO ACEITAM SER DEPOSTOS POR LEIS DEMOCRÁTICAS” em caixa alta, Já Merval Pereira de o globo começa com “Embora dentro das normas constitucionais”, a Eliane Cantanhêde da folha diz “E a Constituição foi cumprida”,  e o teatral comentarista do jornal da globo Arnaldo Jabor “como esta previsto na constituição do Paraguai” e por ai vai ; não tem um que aponte, como é que em trinta horas sem o presidente no país se deu o rito sumario de afastamento de Lugo da presidência e mais ainda eles não leram o post do Nassif “Paraguai: foi golpe de Estado, sim” em que o jornalista explica:

Luis Nassif

O presidente do Paraguai foi alvo de um golpe de Estado, assim como Fernando Collor, do Brasil e Andrés Perez, da Venezuela.

Esse padrão de golpe é histórico mas se aprofundou com a redemocratização latino-americana e com os ecos de Watergate.

Consiste no seguinte:

1. São eleitos presidentes sem base política no Congresso. O Congresso não pode derrubar simplesmente o presidente eleito.

2. Aguarda-se então um fato qualquer, que possa deflagrar uma catarse na opinião pública.

3. Em cima do fato, a mídia dispara campanhas amplificando e dramatizando.

4. Criado o clima de comoção popular, o Congresso se vê com legitimidade para decretar o impeachment. Embora Collor não fosse uma Madre Tereza de Calcutá – como não o foram FHC e Lula -, o motivo invocado para sua queda foi ridículo: o tal Fiat Elba. Não fosse esse, invocar-se-ia qualquer outro.

Essa  ”metodologia” de golpe foi exercitada  contra presidentes de “direita”, como Collor e Perez, ou de “esquerda”, como Lugo cou Chávez. Mas é sinal, também, da dificuldade do continente em consolidar sua democracia e das midias nacionais em respeitar as instituições.

Aliás, o correto, em processos de impeachment, seria a dissolução do Congresso simultaneamente à destituição do Presidente, zerando o jogo.

PS – O fato de provavelmente Lugo ser um desastre administrativo não muda em nada a natureza do golpe.

Esta na cara que um impeachment  em trinta horas sem o presidente no país esta longe de ser legal muito embora como a velha estratégia dos jornalões de ecoarem juntos o mesmo mantra pelos quatro cantos “foi um afastamento legal dentro da constituição” fica evidente a predileção do PIG; te cuida Brasil.

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