Policarpo e as fitas de Cachoeira

Enviado por luisnassif, qua, 15/08/2012 – 08:09

Por Jns

Bond Caneta, O Espião que Entrou Numa Fria

PJ confessa que participava pessoalmente das ações de espionagem de Cachoeira e Molina autenticava as gravações

A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Gostaria de refazer minha pergunta.
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Pois não.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Via de regra, quem repassava essas fitas para o senhor?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Ele mesmo, o Sr. Carlos Cachoeira.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Onde eram repassadas? Em que local? De que forma?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Deixa eu ver aqui. Foram várias ocasiões. A gente se encontrou… Precisamente essa fita que interessa, que foi a dos 4 milhões, me foi passada no Hotel Meliá, Brasília, onde ele estava hospedado e onde a gente se encontrou nesse dia.A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Só foram os dois, o senhor e ele?
O SR. POLLICARPO JÚNIOR – E o Alexandre Chaves.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – O Alexandre Chaves.
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Isso.
A SRA. DEPUTADA ANN PONTES – Só para encerrar, o senhor alguma vez chegou às proximidades da casa do Deputado André Luiz, ficando no aguardo da entrega das fitas?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Cheguei, sim. Não no aguardo da fita exatamente, mas eles me informaram que naquele dia – eu não saberia precisar qual agora – haveria um encontro, e ainda estava na fase muito inicial, foi posterior a essa primeira conversa. Então, estava me cercando de todos os cuidados ali para saber se a história era verídica ou se tinha alguma outra coisa por trás. E pedi para que, no dia em que houvesse o encontro, me avisassem porque eu queria ver a chegada.
E, nesse dia em que houve o encontro no restaurante, às 11h da noite, efetivamente, houve o encontro do Sr. Jairo e do Deputado André Luiz na casa dele, no Lago Sul.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Permita-me, Deputada… V.Sa. viu o Sr. Jairo entrando na casa?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não o vi entrando, mas o vi se encaminhando para a casa…
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Para a casa?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – É. E fiquei esperando num restaurante próximo. E ele voltou com uma gravação com o Deputado André Luiz.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Só o Sr. Jairo?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Só o Sr. Jairo.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – O Alexandre, você nunca o presenciou…
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não, não, não.
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – Não?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não.

O SR. POLICARPO JÚNIOR – Deputado (Chico Alencar), é claro – tenho 15 anos de revista Veja, já passei por diversas experiências nessa área, algumas CPIs inclusive – e nos cercamos de todos os cuidados para não ser manipulados, embora, muitas vezes, sejamos manipulados por alguém. Mas cercamo-nos de
todos os cuidados para não ser manipulados, inclusive dolosamente, com objetivo escuso qualquer.
E, nesse caso, obviamente, cerquei-me de todos esses cuidados. Daí eu querer ver se o camarada está entrando na casa mesmo; eu querer saber o dia em que foi feita determinada gravação para ficar o mais próximo possível do desenrolar dos acontecimentos; daí eu ter ouvido todas as pessoas envolvidas; daí eu cobrar riqueza de detalhes. Inclusive, quando o sujeito foi na casa, eu queria saber se tinha tapete e de que cor era o tapete. Aí o camarada fala: “Não, não havia tapete, tinha um urso lá, não sei de quê, uma cabeça de urso branco.” Eu cobrava esse tipo de detalhe até para averiguar os reais motivos das pessoas que estavam me passando essas informações.
Eu acho que os procedimentos jornalísticos rigorosos nesse caso foram efetivamente usados. Não houve manipulação.

O SR. POLICARPO JÚNIOR – O Dr. Ricardo Molina é considerado, pelo menos no meio jornalístico, um dos maiores especialistas nessa área, e a gente o consultou na condição de especialista. Eu já tinha a convicção, porque estava acompanhando os contatos, sabia quais eram as duas vozes. O cuidado que efetivamente a gente teve ao consultá-lo foi saber se naquela gravação que interessava teria havido algum tipo de montagem e se a voz realmente era do Deputado André Luiz. E assim foi feito. Foi uma consulta a um especialista, não foi formal, não teve contrato, nada disso.
O SR. CLÉLIO TOFFOLI JÚNIOR – Então, essa consulta foi graciosa? Não houve pagamento, não houve remuneração ao perito, o perito trabalhou de graça?
O SR. PRESIDENTE (Deputado Orlando Fantazzini) – O perito teve honorários?
O SR. POLICARPO JÚNIOR – Não, não foi contratado, foi consultado.

Mais do depoimento de Mentecapto Junior, da Veja, no Conselho de Ética da Câmara no dia 22 de fevereiro de 2005:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/documentos/depoimento-de-policarpo-junior-no-conselho-de-etica-da-camara-no-dia-22-de-fevereiro-de-2005/

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