Em queda nas pesquisas, Serra é pego na mentira

Em queda nas pesquisas, Serra é pego na mentira

Candidato tucano afirmou que herdou caixa de apenas R$ 16 mil da antecessora Marta Suplicy, na Prefeitura de São Paulo, em 2005; mas a hoje senadora levantou documento oficial (acima) que comprova que recursos disponíveis  eram superiores a R$ 358 milhões; que matemática Serra e seu secretário Mauro Ricardo irão aplicar agora?

05 de Setembro de 2012 às 05:22

Marco Damiani _247 – Há uma diferença entre R$ 358.658.103,00 (trezentos e cincoenta e oito milhões, seiscentos e cincoenta e oito mil e cento e três reais) e R$ 16.000,00 mil (dezesseis mil reais). No caso, bem maior do que os R$ 358.642.103,00 (trezentos e cincoenta e oito milhões, seiscentos e quarenta e dois mil e cento e três reais) resultantes da simples subtração. É uma diferença política.

“Pior do que qualquer coisa é o abandono em que a cidade ficou quando eles tiveram a Prefeitura. Dezesseis mil reais em caixa, fila de 13 mil credores, postos de saúde sem remédios, obras paradas e a grande obra que fizeram, que foram os túneis dos Jardins, que inundaram logo depois e que custaram uma fortuna”, disse Serra, após evento de sua campanha. “Esse é o PT, então não há surpresa nenhuma.”

O problema é que Serra deu um dado parcial, e a prova está no primeiro balanço financeiro de sua gestão, resgatado dos documentos oficiais da Prefeitura de São Paulo pelo gabinete da senadora Marta Suplicy (abaixo). Ela se sentiu ofendida com as afirmações de Serra, especialmente a de que havia deixado, ao final de sua gestão, apenas R$ 16 mil no caixa municipal. “Serra mente”, escreveu Marta no twitter, para em seguida lembrar que seu sucessor tucano “fabricou o caos” (leia mais sobre os tuítes de Marta aqui).

Com efeito, a senadora tocou, com a expressão, num ponto nevrálgico de Serra. Ele, de fato, assim que assumiu a administração municipal, rompeu grande parte dos contratos que estavam em andamento entre fornecedores e prestadores de serviço e a Prefeitura. Para um tucano que sempre pregou “o respeito aos contratos”, ele agiu pela contramão, provocando, inclusive, uma série de dificuldades financeiras entre empresários que acreditaram que ele não adotaria uma medida tão radical.

A questão levantada por Marta é importante, à medida em que a senadora demonstra, com números e documentos, que a gestão de Serra tinha sim recursos suficientes para enfrentar os comprossos que a Prefeitura assumira antes de sua chegada. É de se perguntar se, caso vença as eleições e assuma em lugar de seu cabo eleitoral e ex-vice Gilberto Kassab, Serra fará o mesmo e romperá, outra vez, os contratos já firmados com base numa matemática financeira em tudo controversa. Para o momento, entre os R$ 16 mil que ele disse terem ficado no caixa, e os mais de R$ 358 milhões que Marta comprovou terem permanecido em poder da municipalidade, entre dinheiro vivo, depósitos bancários e aplicações financeiras, o certo é que, em queda nas pesquisas, Serra foi mesmo flagrado apresentando contas erradas e enganosas.

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