“Veja se transforma quase num partido político”

Divulgação: Jaques Wagner, Veja, PT, Lula, mensalão

O governador Jaques Wagner é mais um petista a engrossar o coro contra a revista Veja sobre a alegada tentativa de destruir a imagem do ex-presidente Lula; “A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do mensalão. Posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto'”

24 de Setembro de 2012 às 10:00

 

Romulo Faro_Bahia 247

O governador Jaques Wagner é mais um petista a engrossar o coro contra a revista Veja sobre a alegada tentativa de destruir a imagem do ex-presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores (PT), do qual faz parte. Em entrevista ao blog Pimenta na Moqueca neste domingo, o líder petista nordestino fez duras críticas ao periódico e disse que a revista está se tornando um partido político.

“Olha, a Revista Veja, ultimamente, tem se transformado quase que num partido político, como já aconteceu em outros países democráticos como Inglaterra, Estados Unidos. Alguns órgãos de imprensa esquecem de que a imprensa tem direito a ter sua opinião – e nós defendemos a liberdade de imprensa, mas tem momentos que ela assume uma posição e se contamina até diante da sociedade.

A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do Mensalão. Eu era o articulador político do presidente Lula. No dia que estive em São Paulo, estava saindo a revista e eu disse ‘posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto'”, defendeu afirmou o governador da Bahia.

Ainda sobre o ‘mensalão’, Jaques Wagner avaliou que a tentativa dos candidatos do DEM e do PSDB Brasil a fora de usar o argumento para ruir as candidaturas do PT devem se esvair nas urnas no próximo dia 7. O governador pondera que há, sim, efeito negativo, mas aposta que seus correligionários terão êxito, tal qual teve o ex-presidente Lula quando reeleito em 2006, a presidente Dilma e ele próprio ao se reeleger.

“Eu estava dizendo que houve julgamento do povo. O episódio do Mensalão já foi público. Em 2005, 2006, teve gente cassada ou que renunciou para não perder o mandato. Na minha opinião, o impacto maior se deu naquela época. Nós já tivemos as eleições de 2006, 2008 e 2010. Algumas pessoas se desestimularam em relação ao PT, mas, pelo desempenho nas eleições, eu diria que não foi um golpe como a oposição gostaria que fosse. Até porque, se o PT tem erros, e seguramente tem, os outros não estão isentos”, disse Wagner.

Para fechar a conta, o governador minimizou a vantagem do candidato do DEM à Prefeitura do Salvador, ACM Neto, à frente de todas as pesquisas de intenção de voto até então, e afirmou que acredita na vitória de seu correligionário Nelson Pelegrino. “Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego”, avaliou o petista.

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