Veja escapou da CPI do Cachoeira

Por Altamiro Borges

Conforme resolução aprovada ontem, a Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga as relações da máfia de Carlinhos Cachoeira com empresários e poderes públicos será prorrogada por apenas 45 dias. Neste curto período, seus integrantes analisarão o relatório final da CPI e outros pedidos de convocações serão descartados. Com isso, escapam das investigações importantes suspeitos de ligação com a quadrilha – entre eles, o chefão da revista Veja, Policarpo Júnior, que aparece em vários grampos telefônicos da PF.

Num jogo matreiro, a mídia demotucana afirma agora que a CPI foi abortada pelos partidos governistas para tentar limpar a barra de governadores aliados da presidenta Dilma – principalmente Sérgio Cabral, do PMDB do Rio de Janeiro. Ela só não diz que fez de tudo para evitar a criação da CPI, acusando-a de palanque eleitoral. Ela também continua blindando o governador tucano Marconi Perillo (GO), que deve ser o principal alvo do relatório da CPI com inúmeras provas sobre sua ligação com a quadrilha de Cachoeira.

Num pacto mafioso, os barões da mídia montaram uma operação de guerra para evitar que Policarpo Jr. e o capo do Grupo Abril, Roberto Civita, fossem convocados para depor na CPI. Emissários da Rede Globo e de outros veículos realizaram “conversas” em Brasília para abortar a convocação – principalmente com os caciques do PMDB, agora acusado de jogar o lixo para debaixo do tapete. Ao que tudo indica, a CPI do Cachoeira está morta. E, novamente, os barões da mídia conseguiram escapar ilesos. A Veja agradece!

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