Eliana Calmon compara AP 470 a “uma novela da Globo”

“A linguagem mudou, as expressões mudaram, o diálogo entre os ministros se deu de uma forma direta. Pôde-se acompanhar o julgamento como se fosse uma novela da Globo, porque estava se entendendo o que era julgado”, disse a ministra do Superior Tribunal de Justiça e ex-corregedora Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, sobre o julgamento do mensalão

Bahia 247

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a baiana Eliana Calmon, comemorou nesta terça-feira (27) o julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão (esquema que ficou conhecido como o maior esquema de corrupção da história do Brasil).

A ministra considerou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) como “um divisor de águas” em entrevista ao jornalista Samuel Celestino no programa Bahia Notícias no Ar, na Tudo FM 102.5. Segundo ela, independentemente do resultado, o julgamento foi positivo por trazer a “compreensão dos fatos ao povo brasileiro”.

“É importante a população entender o que o Poder Judiciário faz. Ficamos devendo muito tempo em termos de entendimento, palavras, expressões, finalização de uma demanda. (…) A linguagem mudou, as expressões mudaram, o diálogo entre os ministros se deu de uma forma direta. Pôde-se acompanhar o julgamento como se fosse uma novela da Globo, porque estava se entendendo o que era julgado”, comparou Eliana Calmon.

Sobre a situação do Poder Judiciário baiano e as expectativas para o futuro, a ministra disse que só tem a lamentar e expôs as mazelas do sistema. “Eu posso comentar o assunto muito à vontade porque detectei diversos problemas, tentei resolver alguns, mas a Bahia tem uma cultura muito arraigada de magistrados que querem manter o status quo. É tão arraigada que é difícil a penetração da Corregedoria [do Conselho Nacional de Justiça], do STJ”.

A ministra afirmou que há dificuldade de entendimento entre os três poderes na Bahia e acusou o Ministério Público Estadual (MPE) dificultar a fiscalização do CNJ. “Não tem quem efetivamente fiscalize a situação. A fiscalização é muito branda. Não há interesse na mudança e é necessário que os magistrados sejam substituídos por profissionais adequados à situação brasileira e à Constituição de 1988”, disparou Calmon, que é conhecida por suas declarações de impacto.

Na interpretação da ministra, não há interesse na transformação, o que “ficou claro” em reunião promovida por ela entre os diretores das academias de magistraturas do país. Ela é diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

“Todos os diretores das escolas do Brasil estavam presentes e da Bahia mandaram apenas um funcionário. Falta interesse de mudança. [Para a Justiça baiana] O Judiciário está bom e vamos continuar assim. Isso me deixa muito triste”, lamentou. Com informações do Bahia Notícias.

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