Dirceu: Oposição boicotou redução na conta de luz

josé Dirceu

Neste epísódio do boicote das empresas de energia elétrica de São Paulo, Minas e Paraná – Estados governados pelo PSDB – ao processo de renovação das concessões e à redução das contas de luz, fica claro, mais uma vez, que os tucanos se aventuram em uma prática de oposição inconsequente.

Opõem-se a uma medida necessária e justa, viável e decisiva para a retomada do crescimento. Não reduzem o ICMS – o principal imposto estadual, cuja alíquota é fixada pelos governos dos Estados – sobre a conta de energia e demagogicamente pedem ao governo federal que elimine dessas contas o PIS/COFINS.

Ou seja, fazem retórica pura, ao mesmo tempo em que engrossam o coro da mídia conservadora – e, também ela, de oposição – contra as medidas adotadas pelo governo para retomar o crescimento. Aos poucos os tucanos retomam o discurso da austeridade que levou a Europa a um beco sem saída com consequências inclusive para o Brasil.

“Falta de sensibilidade”

Quem definiu bem essa situação foi a presidenta Dilma Rousseff, que em discurso ontem atacou a “falta de sensibilidade” dos governos tucanos. Fez com muita precisão: “Reduzir o preço da energia é uma decisão da qual o governo federal não recuará apesar de lamentar a imensa falta de sensibilidade daqueles que não percebem a importância disso”, disse ela a empresários, ao falar no Encontro Nacional de Indústrias, em Brasília.

“Somos a favor da redução de custos e faremos isso”, assegurou a presidenta. Tanto a  Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG) quanto a Companhia Energética de São Paulo (CESP) e a Companhia Paranaense de Energia (COPEL) – três energéticas de Estados governados pelo PSDB, friso – se recusaram a renovar a concessão de todas as suas geradoras.

Assim, a redução na conta se dará em grande parte graças à adesão das empresas do grupo Eletrobras, controlado pela União e responsável por cerca de 67% da geração de energia. “Reitero meu compromisso de a partir de 2013 desenvolver esforços para reduzir a tarifa de energia”, repetiu a presidenta.

Uma proposta simples, rejeitada por razões políticas

Sua proposta era muito simples: antecipar a renovação dos contratos de concessão do setor que vencem entre 2015 e 2017 por mais 30 anos e, em troca, as empresas dimuiriam o valor cobrado nas contas de energia.

Para baratear a conta de luz, a presidenta só tem dois instrumentos. O primeiro, já usado, foi retirar encargos federais da conta de luz. O segundo depende de as empresas aceitarem baixar seus custos, em troca de renovar as concessões que terminariam nos próximos anos. Faturariam menos, mas ganhariam o direito de explorar a concessão por mais tempo. Essa é a proposta do governo, ou seja, as duas iniciativas que teria de tomar, ela já adotou.

Blog do Zé

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